Soluções ambientais marinhas: novas maneiras de compreender o modelo FPEIR - ONU

Atualizado: 3 de Jul de 2020


Autores: Luciana Fortuna Nunes, Ágatha Naiara Ninow, Juan Pablo Carnevale Sosa, Thais R. Semprebom, Mariana P. Haueisen e Douglas F. Peiró


Imagem de entrada, no canto superior direito tem a ilustração do globo terrestre e em seu entorno seis circulos com desenhos do rosto de pessoas. No canto inferior esquerdo está escrito Projeto Tartabinhas Modelo FPEIR. Em nota de rodape tem o endereço URL do projeto Tartabinhas. E no canto superior esquerdo tem a logo do projeto.

Conexão entre os diferentes atores para execução do Modelo FPEIR-ONU. Fonte: Projeto Tartabinhas.



O curso sobre Basura Marina (lixo marinho), da ONU, online e gratuito, trouxe uma nova ferramenta para compreensão e auxílio na tomada de decisões relacionados a um problema. O curso ensina aos alunos, por meio do aprendizado orientado, como aplicar atividades bem-sucedidas e inspiradoras para combater o lixo marinho, independentemente de sua profissão ou local de moradia, com o uso do modelo FPEIR - Força motriz, Pressão, Estado, Impacto e Resposta.

O Modelo FPEIR busca suprir necessidades humanas de forma mais sustentável, diminuindo o impacto que elas causam no ambiente. Este ambiente pode ser social, cultural, econômico, organizacional, de saúde, entre outros.

Neste texto, trazemos um exemplo real na utilização do Modelo “FPEIR”, realizado pelo Projeto Tartabinhas, no município de Bombinhas, em Santa Catarina. A ferramenta foi organizada de forma a entender as faces de um dos grandes problemas ambientais enfrentados na atualidade: o uso desenfreado e a presença no ambiente de sacolas plásticas descartáveis.


Fundo azul. Imagem descreve o significado FPEIR e cada letra está dentro de um quadrado de cor diferente distribuídos no centro da imagem. O F, no primeiro quadrado, de cor amarela, é força motriz que é a necessidade humana; no segundo quadrado, de cor laranja, está o P, que significa pressão, que são as atividades humanas; no terceiro quadrado, de cor marrom, está o E de Estado, que significa ecossistema; no quarto quadrado, de cor vermelha, está o I, que significa Impacto e no quinto quadrado, de cor verde, está o R, de resposta. No canto direito inferior uma imagem de um senhor de barba olhando e analisando os quadrados descritivos e no canto inferior esquerdo o logotipo do Projeto Tartabinhas.

Esquema do FPEIR-ONU com as definições de cada letra que compõem o modelo. Fonte: Projeto Tartabinhas.



Um dos materiais mais encontrados hoje no oceano é o plástico. A maioria possui longa duração e perdura no ambiente por anos, sendo que as primeiras fases de sua degradação consistem em se fragmentar em minúsculos pedaços de plásticos, os microplásticos. Além disso, o plástico pode ser confundido com alimento por algumas espécies marinhas.


Fundo marinho, de água em tom esverdeado, uma sacola branca flutua ao lado de uma folha.

Fotografia subaquática de uma sacola plástica livre no oceano. Fonte: Projeto Tartabinhas.



O plástico possui uma grande dispersão e afeta a diversidade dos ecossistemas, inclusive a nós, humanos. Os efeitos negativos deste composto são complexos, podendo ser potencializados quando expostos aos poluentes já encontrados no meio.


A facilidade de utilizar produtos plásticos descartáveis impulsionou ainda mais a indústria e isso gerou a cultura do “USAR E JOGAR FORA”. Essa forma de utilização dos produtos fez com que o nível de poluição plástica nos oceanos aumentasse, sendo cada vez mais fácil encontrar estes resíduos no ambiente.


As sacolas plásticas são inimigas de várias espécies marinhas e já entendemos não haver mais a necessidade de produzi-las e seguir utilizando-as. Diferentes propostas apresentam uma nova forma de carregar mercadorias em sacolas de tecido, como TNT, plásticos resistentes e outros.


Os problemas atuais crescentes que afetam os recursos naturais do planeta intensificaram a necessidade de elevar a consciência ambiental humana, atuando de forma integral e direta para que todos possam contribuir e se sentir parte do meio ambiente.



SOLUÇÕES: MUDANÇAS DE HÁBITOS, CAMINHANDO PARA UM FUTURO SUSTENTÁVEL



Modelo FPEIR-ONU aplicado na problemática das sacolas plásticas. Fonte: Projeto Tartabinhas.



A proposta teve como objetivo central produzir sacolas retornáveis reutilizando sacos de ração e estimular o uso delas pela população. Esta ação aborda diferentes pilares da sustentabilidade: social (empregos/renda familiar), ambiental (diminui a produção de sacolas plásticas) e econômico.


A produção das sacolas retornáveis tem como forma de incentivo a mudança de hábitos e agregar valor aos sacos de ração que, atualmente, são vistos como lixo, sendo descartados em grande quantidade para aterros sanitários e, em muitos casos, para lixões.


Duas imagens de sacolas retornáveis feitas de sacos de ração. à esquerda uma sacola de cor rosa com a imagem de um gato e à direita uma sacola branca com uma imagem de dois cães.

Sacolas retornáveis confeccionadas com sacos de ração. Fonte: Projeto Tartabinhas.



A compreensão de todas as fontes do problema auxiliou fortemente a tomada de decisões para determinar as ações a serem desenvolvidas, a fim de diminuir e prevenir os impactos causados pelo plástico nos ambientes naturais. Com a reutilização do material resistente, a quantidade de resíduos descartados nos municípios poderá ser reduzida, pois o uso de sacolas descartáveis vai diminuir, bem como os sacos de ração que serão reutilizados, reduzindo, assim a geração de resíduos sólidos.


Imagem de um mercado de ovos, frutas e verduras dispostas em balcões e no canto esquerdo inferior a imagem das sacolas retornáveis feitas de sacos de ração expostas para venda.

Um dos pontos de vendas de sacolas retornáveis de sacos de ração, localizado no Sacolão de Bombas, que apoia o Projeto Tartabinhas em Bombinhas/SC. Fonte: Projeto Tartabinhas.



Imagem com fundo de madeira e sacolas feitas de sacos de ração expostas para venda e um cartaz explicativo sobre o produto.


Imagem de sacolas retornáveis feitas de sacos de ração de diversas cores e tamanhos e no entorno carinhas com olhos de corações e no canto esquerdo inferior o nome PET FARMA.

Um dos pontos de vendas de sacolas retornáveis de sacos de ração, localizado na Pet Farma, em Bombinhas/SC. Essa iniciativa é voluntária, o valor arrecadado com as vendas das sacolas é revertido para o Petshop, que cobre os custos dos cuidados com os animais abandonados nas ruas. Fonte: Projeto Tartabinhas.



Este modelo já é aplicado há 4 anos pelo Projeto Tartabinhas na cidade de Bombinhas, no Estado de Santa Catarina. Neste período, cerca de 500 sacolas retornáveis feitas de sacos de ração já foram vendidas e sua replicação por outros empreendedores já começou a surgir. O projeto não possui apoio financeiro governamental até hoje, portanto, a venda das sacolas retornáveis de sacos de ração é feita com o intuito de adquirir recurso financeiro para a continuação das atividades do projeto, além de conscientizar a população sobre o uso desnecessários de descartáveis e da importância do reaproveitamento de materiais de longa duração para diminuir a produção de lixo gerado e descartado incorretamente no meio ambiente.




Bibliografia


Curso online e gratuito MOOC sobre basura marina (lixo marinho). link: https://ou.edia.nl/courses/course-v1:OUNL+MLMOOCES18+2019/about


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