Organismos planctônicos bioluminescentes

Atualizado: Mar 31

Autores: J. A. Pirângelo, Douglas F. Peiró e Thais R. Semprebom


Organismos planctônicos bioluminescentes iluminando uma onda. Fonte: makelessnoise/Flickr (CC BY 2.0).



BIOLUMINESCÊNCIA: O QUE É?


A incrível capacidade que alguns organismos possuem de brilhar no escuro proporciona um belo show na natureza. É possível encontrar esses organismos em diversos habitats, como cavernas, florestas, rios e, principalmente, em mares e oceanos. Há uma grande variedade que emite luz, como exemplo animais cnidários, ctenóforos, peixes, moluscos, etc. Além deles, as bactérias, fungos e algas.

Mas como isso é possível? A luminosidade que esses organismos emitem é chamada de bioluminescência, ou seja, a emissão de luz visível por organismos vivos.

A bioluminescência ocorre por meio de reações químicas exotérmicas, que são catalisadas por enzimas. Moléculas denominadas luciferinas, quando oxidadas por oxigênio, contribuem nessas reações produzindo moléculas excitadas eletronicamente, que potencializam a emissão de luz. Enzimas chamadas luciferases catalisam essas reações, interagindo com a energia das ligações químicas proveniente de compostos orgânicos, convertendo-a para luz visível.

A bioluminescência não é apenas beleza: ela também proporciona uma comunicação biológica entre os organismos, por vezes serve como um mecanismo de defesa contra predadores, ou então serve para atrair presas. Organismos marinhos bioluminescentes podem ser encontrados em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil.



Bathocyroe fosteri, organismo bioluminescente pertencente ao Filo Ctenophora. Os animais desse filo são conhecidos como carambolas-do-mar. Fonte: Marsh Youngbluth/NOAA (Domínio Público).



TIPOS DE PLÂNCTON


O plâncton é composto por organismos (geralmente) muito pequenos e apenas alguns deles possuem a capacidade da bioluminescência. Estes organismos são caracterizados pela incapacidade de vencer as correntes, vivendo errantemente pela água. Seus tamanhos variam de 0,2 µm até mais de 1 m (como exemplo, algumas águas vivas).



Vista geral de uma amostra de plâncton vivo na água do mar, em estereomicroscópio. Fonte: Alvaro E. Migotto, Cifonauta/CEBIMar USP (CC BY-NC-SA 3.0).



Há duas subdivisões principais subdivisões para o plâncton: o fitoplâncton e o zooplâncton. O fitoplâncton é composto por organismos autotróficos do ambiente marinho, como as algas e as cianobactérias. São os maiores responsáveis pela presença de gás oxigênio dissolvido na água e também na atmosfera, fundamental para a vida, utilizado na respiração de todos os organismos aeróbicos. O zooplâncton é formado por muitos filos de invertebrados e vertebrados, são os organismos heterotróficos. Como exemplo temos ctenóforos, cnidários, cladóceros, copépodos, além de fases larvais e/ou juvenis de animais como crustáceos, peixes e anelídeos. O plâncton desempenha um papel importante nas teias alimentares marinhas, servindo de recurso para outros animais como peixes e baleias.




Bibliografia:

RUPPERT, E. E.; FOX, R. S.; R. D BARNES. Zoologia dos invertebrados. Ed. Roca, 7 ed. 2005.


COGNETTI, G.; SARÀ, M.; G. MAGAZZÙ. Biología Marina. Ed. Ariel Barcelona. 2001.


OLIVEIRA, A.G. Bioluminescência de Fungos: Distribuição, Função e Mecanismos de Emissão de Luz. Química Nova. v. 36, n. 2, p. 314-319, 2003.


LABORATÓRIO DE SISTEMAS BIOLUMINESCENTES. Universidade Federal de São Carlos. Disponível em: <http://www.biolum.ufscar.br/> Acesso em: 10 fev. 2017.


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