Ecoturismo Marinho: uma ferramenta para a conservação dos oceanos

A prática de trilhas em Costão Rochoso pode ser considerada uma atividade de Ecoturismo Marinho. Fonte: Projeto Bióicos, 2018 ©

  

 

Já ouviu falar sobre “Ecoturismo”?
 

Hoje vamos conhecer sobre essa atividade que a cada dia atrai um maior número de praticantes.
 

Em meados dos anos de 1970 e 1980, o “antigo” turismo em ambientes naturais passou a ser interpretado como ecoturismo ou turismo ecológico devido a uma saturação dos locais turísticos e de seus serviços. Esta fase foi marcada por diversos conflitos como, por exemplo, o crescimento desordenado das cidades. Então, na década de 1990, com a criação do projeto “Turismo Ecológico”, uma parceria do Instituto Brasileiro de Turismo (EMBRATUR) com o Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), as questões ambientais ganharam maior visibilidade e regularização, por meio do turismo.  A regularização das atividades ecoturísticas, que oferecem um contato maior das pessoas com o meio ambiente por meio de passeios em trilhas e atividades em parques ecológicos, por exemplo, passaram a se destacar nos pacotes turísticos, permitindo que o território nacional fosse melhor explorado. 
 

A partir desse projeto, o ecoturismo tornou-se um segmento do turismo, onde as atividades turísticas foram empregadas de forma sustentável. Sendo assim, exerce a importante tarefa de auxiliar na conservação dos patrimônios naturais e culturais, incentivando a conscientização ambiental, por meio da interação com o meio ambiente, bem como com a população local, não deixando também de promover o bem-estar social.
 

Os locais que apresentam maiores demandas de visitação e infraestrutura adequada são classificadas como Pólos Turísticos. As regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil oferecem locais maravilhosos para o Ecoturismo MarinhoEm 2016, segundo dados da WTTC (The World Travel & Tourism Council), o turismo brasileiro gerou mais de 7 milhões de empregos
 

Nos últimos anos, o ecoturismo marinho vem apresentando crescimento, contribuindo também no aumento de empregos, principalmente para a população local. Tal crescimento pode estar associado com o lazer, principal motivação para viajar, apontada por turistas, de acordo com o Plano Nacional de Turismo 2018-2022. Outro indicativo é o aumento do número de visitação em Unidades de Conservação (UCs), onde se destacam vários Parques Nacionais Marinhos.

 

 

Crescimento de visitação em Unidades de Conservação de 2007 a 2016. Fonte: ICMBio, 2017.

 

 

O ecoturismo marinho bem aplicado vem auxiliando, portanto, na proteção do meio ambiente marinho e áreas costeiras. Isso se dá por meio da conscientização da população por meio de atividades como mergulho, observação de animais em embarcação, trilhas e diversas outras opções.

 

 
ONDE PRATICAR O ECOTURISMO MARINHO NO BRASIL?


Para os amantes dos mares destacamos alguns destinos...

 

No estado de São Paulo: um dos destinos mais cobiçados é o litoral norte. Ilhabela, por exemplo, contempla 40 praias rodeadas de montanhas e Mata Atlântica, esbanjando belezas naturais. O município de Ubatuba não fica atrás, é muito bem representado por numerosas praias e ilhas paradisíacas que propiciam mergulhos deslumbrantes, além de rios e cachoeiras que traduzem a paz e tranquilidade que só a natureza traz!

 

 

Uma aventura no fundo do mar. Fonte: Projeto Bióicos, 2018 ©.


Bahia - Parque Nacional dos Abrolhos: Reserva a maior formação de corais do Atlântico Sul no Brasil. Com águas verde-azuladas translúcidas, que permitem visualizar toda a beleza dos recifes de corais, dos cardumes coloridos, das tartarugas marinhas e de diversas outras espécies.  É um dos destinos preferidos dos mergulhadores. No período de julho a novembro, durante o trajeto de passeios embarcados, é bem comum avistar baleias jubarte. Apesar de toda biodiversidade encontrada nesse paraíso, ela pode estar ameaçada devido à produção e exploração de petróleo nessa região.

 

Maranhão/Piauí - Delta do Parnaíba: Constitui-se por cinco braços do Rio Parnaíba, junção de uma exuberância de igarapés, manguezais, dunas, praias e ilhas. O resultado é um recorte geográfico que abriga um rico berçário marinho e uma paisagem maravilhosa.

 

Pernambuco - Arquipélago de Fernando de Noronha: Espetáculo completo com águas cristalinas. Os adeptos ao ecoturismo podem realizar mergulhos entre golfinhos, enormes tartarugas marinhas e tubarões. Por abrigar um rico ecossistema, esse arquipélago restringe o número de visitantes e as atividades por trilhas, barco ou mergulho, surpreendem com tamanha beleza.

 

 

 Avistamento de Baleia em Abrolhos/BA. Fonte: Machado/Pixabay (Domínio público) 

 


Esses são apenas alguns destinos, mas o Brasil possui uma extensão litoral de mais de 7 mil km, sendo banhado por um oceano enorme, com milhares de lugares incríveis para conhecer. 
 

E para explorar essa maravilha toda, vale lembrar que antes é preciso pesquisar sobre seu destino. Informe-se sobre as legalidades dos serviços e atividades ecoturísticas que pretende contratar; esteja atento à limitação de visitantes, proibição de entrada de animais; respeite regras de restrição, como não alimentar animais, seja ele marinho ou silvestre, não fazer fogueiras em Unidades de Conservação. Levar nossa consciência ambiental na mala não vai prejudicar ninguém, nem mesmo nosso meio ambiente!
 

Sabemos que o ecoturismo a cada dia atrai mais pessoas de diversas idades, classes sociais, especializadas ou leigas e, na maioria das vezes, essas pessoas acabam desenvolvendo o papel de conscientizadores ambientais. Pois somente conhecendo a riqueza que possuímos é que podemos ajudar na conservação dos ambientes e de todo ecossistema.

 

Bom Ecoturismo Marinho a todos!
 

 

Referências

 

Barbosa, A.G.P., Perinotto, A.R.C. Trilha ecológica do Cavalo-Marinho: Ecoturismo em Barra Grande/PI. Rosa dos Ventos - Revista do Programa de Pós Graduação em Turismo. Caxias do Sul, v. 1, n.1, 2010.
 
BRASIL. Plano Nacional de Turismo 2018-2022: mais emprego e renda para o Brasil. Disponível em: <http://www.turismo.gov.br/images/mtur-pnt-web2.pdf.>
Acesso em 13 mai. de 2019.
 
Brasil, Ministério do Turismo. Ecoturismo: orientações básicas. / Ministério do Turismo, Secretaria Nacional de Políticas de Turismo, Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico, Coordenação Geral de Segmentação. – Brasília: Ministério do Turismo, 2008. 60 p. Disponível em: http://www.turismo.gov.br/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/Livro_Ecoturismo.pdf. Acesso 09 mai. de 2019.
 
Brasil, Ministério do Turismo. O Brasil que você procura. Disponível em: http://www.turismo.gov.br/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/CARTILHA_ECOTURISMO_PORT_ESP.pdf. Acesso 09 mai. de 2019.
 
Duarte, Celise. ICMBio divulga dados de visitação em UCs. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/20-geral/8711-cresce-numero-de-visitantes-nos-parques-nacionais. Acesso em 09 mai. de 2019.
 
Faria, C. Ecoturismo. Disponível em: https://www.infoescola.com/ecologia/ecoturismo/. Acesso 06 abr. de 2019.
https://marsemfim.com.br/ecoturismo-marinho/. Acesso 05 abr. de 2019.
https://periodicos.unifesp.br/index.php/ecoturismo/article/view/6714/4278
 
Mesquita, L.J. Ecoturismo Marinho conheça o imenso potencial. Disponível em:
Momondo. Dez melhores destinos de ecoturismo no Brasil. Disponível em: https://www.momondo.com.br/discover/artigo/ecoturismo-brasil. Acesso 07 abr. de 2019
 
Naturam. Praias de Ubatuba. Disponível em: https://www.revistaturismo.com.br/artigos/eco-desenvsust.html. Acesso 08 abr. de 2019.
 
OECO. O que é ecoturismo. Disponível em: https://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/28936-o-que-e-ecoturismo/. Acesso 05 abr. de 2019.

 

Portal Educação. Definição e origem do Ecoturismo. Disponível em: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/turismo-e-hotelaria/definicao-e-origem-do-ecoturismo/18376. Acesso 07 abr. de 2019.
 
Revista Turismo. O ecoturismo como alternativa de desenvolvimento sustentável. Disponível em: https://www.revistaturismo.com.br/artigos/eco-desenvsust.html. Acesso 08 abr. de 2019.

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