Tartarugas marinhas: quantas espécies existem?

As tartarugas marinhas são répteis que vivem nos oceanos, em áreas tropicais e subtropicais. Fonte: Pexels/Pixabay (Domínio Público).

 

 

Você sabia que há somente sete espécies de tartarugas marinhas no mundo?
É isso mesmo! Dessas sete, cinco ocorrem no litoral brasileiro: a tartaruga-cabeçuda, a tartaruga-de-pente, a tartaruga-verde, a tartaruga-oliva e a tartaruga-de-couro.

 

As tartarugas marinhas são répteis que vivem nos oceanos, em áreas tropicais e subtropicais. Diferentes de muitos animais marinhos, após o acasalamento, precisam sair da água para depositar seus ovos nas praias. Muitos cientistas verificaram que elas retornam ao seu local de nascimento para fazer seus ninhos.
 

Quando uma tartaruga sai da água para pôr seus ovos, rasteja na praia até encontrar o local adequado. Ao encontrar o lugar, ela o limpa e o molda ao seu corpo, para ser capaz de cavar o “buraco” onde depositará seus ovos. Assim que o processo todo termina, ela retorna ao mar e, a partir desse momento, seus futuros filhotes estão por conta própria.
 

Cerca de dois meses depois, os ovos começam a eclodir e os filhotes saem para a sua caminhada até o mar. Muitas tartarugas são predadas durante esse caminho e são poucas as que sobrevivem ao primeiro ano de vida quando chegam ao mar. Aquelas que conseguem chegar à idade adulta, cerca de 20 a 30 anos depois, dependendo da espécie, começam o ciclo novamente.
 

Pelo fato das tartarugas retornarem à praia onde nasceram para depositar seus ovos, não se sabe ao certo o que ocorre com aquelas cuja praia foi destruída ou alterada a ponto de torná-la inadequada para a formação de novos ninhos. Por isso, é muito importante proteger as praias do nosso país, para que essas espécies magníficas, assim como outras, não desapareçam do nosso litoral.

 

 

ESPÉCIES DE TARTARUGAS NO BRASIL

 

Tartaruga-verde (Chelonia mydas): tem esse nome pois sua carapaça possui coloração verde a verde-acinzentada escura. Podem atingir 1,43 m e cerca de 160 kg quando adultas. Os filhotes são onívoros (alimentam-se de animais e/ou vegetais), enquanto que os adultos são basicamente herbívoros.

 

 

Tartaruga-verde (Chelonia mydas). Fonte: Spotila, 2004.

 

 

Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta): como o próprio nome diz, possui uma cabeça grande em relação às demais espécies e uma mandíbula bem forte, o que auxilia na sua dieta, já que é uma espécie carnívora e come principalmente caranguejos, moluscos, mexilhões, dentre outros invertebrados. Sua carapaça possui coloração marrom-amarelada. Chegam a medir 1,36 m e pesar 140 kg.

 

 

Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta). Fonte: Spotila, 2004.
 

 

• Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata): sua carapaça apresenta cor marrom e amarela e suas placas são dispostas imbricadas, como telhas. Pode chegar até 1,10 m e 86 kg. e sua dieta é composta por esponjas, anêmonas, lulas e camarões.

 

Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata). Fonte: Spotila, 2004.

 

 

• Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea): é uma espécie carnívora que se alimenta de peixes, moluscos, crustáceos, entre outros. Pode chegar a até 72 cm e 42 kg. Apresenta carapaça verde-acinzentada escura quando adultas.

 

 

Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea). Fonte: Spotila, 2004.

 

 

• Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea): é a maior espécie dentre as tartarugas. Seu tamanho atinge 1,78 m e pesa, em média, 400 kg, apesar de haver registro de uma com 916 kg! É a única cuja carapaça é composta por uma camada de pele fina e milhares de placas ósseas, formando sete quilhas ao longo do comprimento. Por isso o nome popular "de couro". Sua dieta é composta principalmente por zooplâncton.

 

 

Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Fonte: Spotila, 2004.

 


Bibliografia

 

SPOTILA, J. Sea Turtles: A Complete Guide to their Biology, Behavior, and Conservation. Baltimore, Maryland, 2004.
 

GALLO, B. M. G.; MACEDO, S.; GIFFONI, B. B.; BECKER, J. H. & BARATA, P. C. R. Sea Turtle Conservation in Ubatuba, Southeastern Brazil, a Feeding Area with Incidental Capture in Coastal Fisheries. Chelonian Conservations and Biology, v. 5, n. 1, 2006.
 

PROJETO TAMAR. Disponível em: <http://www.tamar.org.br/index.php>. Acesso em: 23 jan. 2017.

 

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